domingo, 16 de outubro de 2011

Seg. Privada - Sindicato dos Vigilantes de Rondônia denuncia empresa por assédio moral

"Empresas de vigilância e segurança se instalam em Rondônia, lucram, mas não investem no Estado ou em melhorias para a categoria”, denuncia o presidente do SINTESVRO.

“Assédio moral, perseguição e ameaças de demissão a funcionários que trabalham na empresa de vigilância TRANSEGURO/PROTEGE, estão chegando ao nosso conhecimento. As ameaças estão sendo feitas pelo senhor Ricardo Almeida, gerente geral da referida empresa, pessoa que chegou a pouco tempo em Rondônia, mas já demonstra postura intransigente e de ditador, prejudicando os profissionais do Estado que lutam por melhorias, impedindo também que o sindicato lute pelos direitos da categoria”, denunciou o presidente do Sindicato dos vigilantes de Rondônia-SINTESVRO, Paulo Tico, em entrevista ao jornal Rondôniadinamica, na última sexta-feira.


Ainda de acordo com Paulo Tico, “A referida empresa já foi denunciada na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), e multada por três vezes, onde constam três autos de infração. Entre as denúncias, a mais grave e que prejudica imensamente a categoria, é a não concessão do intervalo de 11 horas para descanso, não só referente aos profissionais da área de vigilância, como também, profissionais que atuam nos carros-fortes e no setor administrativo”, afirmou o presidente da SINTESVRO.

Empresa milionária se nega a pagar dívida
O presidente do SINTESVRO informou que todas as empresas de vigilância de Rondônia já estão pagando o montante de R$ 7 milhões devido a categoria, referente a intra-jornada retroativa. Mas que a TRANSEGURO, empresa milionária e que atua em vários estados do Brasil, é a única que se recusa a pagar a dívida aos trabalhadores do Estado.

Nova denúncia

O Sindicato dos Vigilantes de Rondônia-SINTESVRO, irá fazer uma nova denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT), informou Paulo Tico, desta vez denunciando a empresa TRANSEGURO/PROTEGE , por ameaça e perseguição há vários funcionários. Segundo Paulo Tico, a gerência da empresa ameaçou os trabalhadores, caso estes se candidatassem a membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes-CIPA, que tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. “Caso os profissionais concorram a membros da CIPA, eles estariam assinando suas cartas de demissão, ameaçou o "novo ditador" da TRANSEGURO”, denunciou Paulo Tico.


Ainda conforme o sindicalista, o SINTESVRO fez um acordo coletivo com as empresas de vigilâncias, referente a pagamentos das intra-jornadas retroativas, devidos a categoria, mas que durante audiência na Justiça para firmarem acordo, “O senhor Ricardo Almeida usou de má fé, dizendo desconhecer o acordo, sendo que o mesmo esteve no Sindicato pessoalmente prometendo o pagamento da dívida”, declarou Paulo Tico.
Exploração
Segundo o presidente do SINTESVRO, “Várias empresas de vigilância e segurança de outros estados, se instalam em Rondônia, ganham dinheiro, lucram com as prestações de serviços, mas não investem praticamente nada no nosso estado, na área social ou em melhorias para a categoria. O que eles fazem é explorar nossos vigilantes, perseguindo e ameaçando os profissionais”, finalizou Paulo Tico.



Fonte: Rondônia Dinâmica

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