quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Indústria prevê 120 mil novos empregos no Pará; estado terá aporte bilionário de investimentos

Por Silmara Cossolino

A indústria paraense deve estimular a criação de 120 mil novos postos de trabalho nos próximos quatro anos, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA). Por meio dos grandes projetos, como na área da mineração e do aço, os investimentos no estado devem ficar acima de R$ 100 bilhões até 2014.
Em entrevista ao Blog, Nilson Azevedo, vice-presidente da Fiepa e presidente do Conselho Permanente de Relações do Trabalho, disse que as perspectivas para o estado são as melhores. “O Pará é o estado da União que mais vai crescer. Será o maior estado e a maior província mineral do mundo. Cada vez estamos descobrindo mais minério; há investimentos e mais empregos”, aposta.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram contratados no estado 3.427 trabalhadores com registro em carteira somente no mês de novembro. O comércio e serviços foram os setores que mais impactaram de forma positiva na economia paraense.

A Fiepa prevê, até 2014, 29.283 empregos para a Grande Belém; 64 mil para o Pólo de Carajás e 25.800 para o Pólo de Tapajós. “Como disse, as perspectiva são as melhores. Mas posso dizer que, para o Pará, dado os investimentos, a tendência é aumentar muito mais, porque é uma cadeia: à proporção que se formam indústrias, geram-se empregos, e nossa previsão é aumentar”, disse. “Temos o pólo da Grande Belém, do Carajás e do Tapajós. São pólos onde os investimentos somam um total de US$ 52 milhões”, completou.

Construção Civil

De janeiro a novembro de 2010, o emprego formal no setor da Construção Civil cresceu cerca de 12 % no Pará o que significou quase 7 mil postos de trabalhos, segundo o Dieese. Este saldo colocou o Pará como segundo maior gerador de empregos entre os estados da Região Norte.

Ainda de acordo com o Dieese, de janeiro a novembro de 2010, houve em todo o Norte, 148.922 admissões contra 123.786 desligamentos, gerando um saldo positivo de 25.136 postos de trabalhos e um crescimento de 16,7% na geração de empregos formais no setor da Construção Civil. Deste número total de empregos, aproximadamente 26% foram gerados no Pará.

Fonte blog do Trabalho

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